Como que um jovem que se constipa num mundo frio e obtuso, ideologicamente à margem das emoções, "Aparição" de Vergílio Ferreira, teve em mim o efeito revitalizador, direi mesmo regenerador, capaz de combater todos os vírus, aos quais um jovem de 17 anos se sujeita fazendo parte deste lugar. Ainda que a história não o reconheça, Vergílio Ferreira foi, em meu entender, o romancista português do século XX. Há, porém, algumas reflexões, efectivadas em notáveis expressões ( como era, aliás, de seu timbre), politicamente marcadas, as quais tentarei, honrando a minha posição política, rebater.
A - A certa altura diz Vergílio Ferreira, que os comunistas consideravam o comunismo o fim da história. Ora, não poderia haver maior discordância da minha parte, ainda que não seja, claramente, comunista. Com efeito, o marxismo é precisamente uma análise histórica da economia, sendo, concomitantemente, uma visão económica da história. Todos os sistemas económicos existentes ou a existir, segundo Marx, a saber, Comunismo Primitivo, Esclavagismo, Feudalismo, Capitalismo e Socialismo, resultam das movimentações históricas das forças produtivas da sociedade e das relações sociais de produção, ou melhor dizendo, das contradições que no seu seio promanam. Desta dialéctica, temos que a sucessão dos diversos sistemas económicos se deve a contradições internas que cada sistema manifesta. Cada sistema e por isso o seu modo de produção, é o corolário da superação das contradições dos modos de produção anteriores. Logo com novas características. Há, todavia, toda uma bagagem anterior, de outros modos de produção, que se mantém, conferindo, deste modo, uma coerência histórica à teoria dos modos de produção de Marx. O Socialismo, o último dos sistemas económicos analisados por Marx, mas nem por isso aspirante à eternidade, seria pois o resultado das contradições do modo de produção capitalista: o carácter social das relações de produção e propriedade privada dos meios de produção. Não se poderia exigir de Marx que advinha-se, literalmente, o que sucederia ao socialismo, uma vez que só a sua existência efectiva (não concretizada no seu tempo), permitiria uma análise rigorosa das suas contradições. Tal pretensão, corresponderia, assim, a uma violação grave daquela coerência histórica e do modelo metodológico que determinou todo o seu trabalho.
B - Outras das reflexões de Vergílio Ferreira que merece a minha discordância, refere-se à ideia, segundo a qual o marxismo exacerba-se em fanatismo religioso. Quanto a este ponto, o que se poderá dizer é que se trata da visão de um romancista e nessa medida, economicamente pouco relevante. Do que se trata é de contrapor a teoria (juízos de existência) marxista, com a doutrina (juízos de valor) criacionista. Não parece de todo sensato, comparar uma análise económica da história, convertida em teoria, com o dogmatismo próprio de uma religião: doutrina. Uma coisa parece, no entanto, clara. O fanatismo é maior da crítica do que propriamente dos marxistas. Por outro lado, é indubitável, que a evolução do socialismo (e não exactamente do socialismo-comunismo de Marx) representa a "autonomização interior" do Ser Humano face a deus ("socialismo interior"), metaforicamente ilustrada com a declaração unilateral de independência face ao Olimpo. O socialismo não se compadece, pois, com o "aprisionamento de alma" que a religião sempre preconiza.
C - "Pensar com Marx ou Freud que a pessoa que somos não é a pessoa que somos, mas a ideologia que impregnou ou que essa pessoa ignora em si, é o mesmo que dizer de um tecido que ele não é o que é, mas a ovelha de onde se tirou a lã ou a erva que a ovelha comeu ou mesmo a semente e o estrume de onde veio a erva a crescer. Mas quem é que pode vestir-se com erva?"
Esta expressão de Vergílio Ferreira evidencia, sem ironia, a mestria do autor no domínio da língua portuguesa, na edificação textual. O seu estilo, o seu modo de expor a “Ideia” é de tal forma sublime, que o leitor, ainda que ideologicamente baleado, se sente tentado, sem delongas, a concordar euforicamente. A concordância advém, com efeito, do ressurgimento da esperança, do suspiro de alívio que o leitor é majestosamente coagido a manifestar, tamanha a grandeza espiritual do pensamento do autor. Porém... O Homem nunca encontrará melhor aconchego para a sua consciência do que a crença indisputável na sua raiz social. Ninguém é o que é porque é. Todos somos o que somos porque fomos. Decerto, não se negará que aquilo que somos é determinado pelo que fomos… Mais uma vez Vergílio Ferreira olvida a natureza económica da teoria de Marx. Segundo ela e acompanhando Vergílio Ferreira, o valor do tecido, o seu custo social de produção, é resultado das despesas em semente e estrume de onde germinará a erva que a ovelha irá comer, que, por sua vez, conceder-lhe-á boa lã que uma vez feita a tosquia será trabalhada em fábricas, até surgir, enfim, o tecido, que o capitalista venderá. (O tecido não é o que é. Os tecidos são o que são porque foram.) Também o tecido é resultado de um processo social. O capitalista, após os vários pagamentos - aos proprietários do pasto, das sementes e do estrume que originará, as ervas, dos tosquiadores de ovelhas, e dos seus assalariados pelo preço da sua força de trabalho- receberá a margem de lucro que a sua posição garante, mas que o seu trabalho não justifica.
http://diariodoinfinito.blogspot.com/
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Nota Prévia
Sinto por vezes, quando alguém lê algum escrito meu que não levam a sério o seu conteúdo.
Há quem julgue que "Socialismo Interior", "Guarda Ateu do olimpo", entre outros se tratam apenas de retórica argumentativa, voluntarismo inócuo...
Abordar a religião, censurar em particular a do meu espaço, debater política, hasteando a estrela socialista humanizada,
É típico de um poeta marginal.
Grandes poetas conseguiram expor como ninguém a sua identidade nos seus escritos, enunciando de forma sublime os seus sentimentos.
Outros foram mais longe. Escrevendo, evoluíram espiritualmente, de tal maneira que criaram outras personalidades, atribuindo-lhes traços de carácter próprios.
Não vale a pena tentar igualar o brilhantismo próprio de quem adopta essa posição doutrinal.
Todos esses poetas, referências inelutáveis, partem do princípio que é a sua "consciência que determina o seu ser".
Dizer que " sou do tamanho do que vejo" é decerto dar voz a uma força, uma coragem interior ilimitada.
Mas não pode ser mais (ainda que seja quase tudo) do que isso.
Esse é modelo de Hegel.
É, no entanto, "o ser social que determina a consciência individual".
Visão menos romântica, é a perspectiva menos nebulosa.
Julgar que um camponês, não obstante a sua pureza espiritual, poderá um dia ombrear socialmente sob todos os aspectos materiais da vida com um executivo é intrigante.
Poderá um dia conseguir, sendo esse dia a excepção e não a regra.
Nesse dia dirá que é do tamanho do que viu.
É, porém, sob aqueles aspectos materiais da vida que assenta e germina a sua posição espiritual...
E assim, por estar em desvantagem naquela perspectiva material , talvez o camponês não tenha tantas probabilidades de igualar socialmente o executivo.
É bem diferente conferir-se a possibilidade de, em vez de se efectivar uma posição social.
Por isso, a minha posição doutrinal assenta na conexão de toda a realidade e não na apreciação e análise sectária, pouco articulada e harmoniosa.
Estou propositadamente à margem e não socialmente marginalizado.
Tudo isto, sabendo que, um poeta quando fala de si próprio não pode falhar, ainda que coagido pela ditadura da maioria...
Há quem julgue que "Socialismo Interior", "Guarda Ateu do olimpo", entre outros se tratam apenas de retórica argumentativa, voluntarismo inócuo...
Abordar a religião, censurar em particular a do meu espaço, debater política, hasteando a estrela socialista humanizada,
É típico de um poeta marginal.
Grandes poetas conseguiram expor como ninguém a sua identidade nos seus escritos, enunciando de forma sublime os seus sentimentos.
Outros foram mais longe. Escrevendo, evoluíram espiritualmente, de tal maneira que criaram outras personalidades, atribuindo-lhes traços de carácter próprios.
Não vale a pena tentar igualar o brilhantismo próprio de quem adopta essa posição doutrinal.
Todos esses poetas, referências inelutáveis, partem do princípio que é a sua "consciência que determina o seu ser".
Dizer que " sou do tamanho do que vejo" é decerto dar voz a uma força, uma coragem interior ilimitada.
Mas não pode ser mais (ainda que seja quase tudo) do que isso.
Esse é modelo de Hegel.
É, no entanto, "o ser social que determina a consciência individual".
Visão menos romântica, é a perspectiva menos nebulosa.
Julgar que um camponês, não obstante a sua pureza espiritual, poderá um dia ombrear socialmente sob todos os aspectos materiais da vida com um executivo é intrigante.
Poderá um dia conseguir, sendo esse dia a excepção e não a regra.
Nesse dia dirá que é do tamanho do que viu.
É, porém, sob aqueles aspectos materiais da vida que assenta e germina a sua posição espiritual...
E assim, por estar em desvantagem naquela perspectiva material , talvez o camponês não tenha tantas probabilidades de igualar socialmente o executivo.
É bem diferente conferir-se a possibilidade de, em vez de se efectivar uma posição social.
Por isso, a minha posição doutrinal assenta na conexão de toda a realidade e não na apreciação e análise sectária, pouco articulada e harmoniosa.
Estou propositadamente à margem e não socialmente marginalizado.
Tudo isto, sabendo que, um poeta quando fala de si próprio não pode falhar, ainda que coagido pela ditadura da maioria...
sábado, 28 de junho de 2008
Debate da Nação
Neste espelho estagnado, vejo a inércia e o fatalismo.
Aponto o dedo ao infractor:
Sou Eu!
Aponto o dedo ao infractor:
Sou Eu!
domingo, 4 de maio de 2008
Sociedade Vazia do Lazer
Decidi escrever para perceber se devo declarar guerra ao Mundo...
A cada dia que passa, sinto com maior lucidez, com maiores índices de maturidade, com maior clareza existencial que, estar certo num Mundo errado, custa!
Custa muito! Custa tanto como subir uma escadaria, cujo destino é rumar ao nada!
E que ninguém pense que do que se trata é de um devaneio próprio da juventude que me engrandece,
De alguma sede de protagonismo, perspectivando quem sabe, eventualmente, assumir o controlo do Mundo,
Impondo os meus valores, conceitos existenciais, modo de ser, de pensar, de existir,
Despejando (quem sabe) os “futuros valores passados”, que subjugarei, num rio de sangue este agora, também ele, artificial!
Vencer o Mundo, não é para mim, sinónimo de glória externa, mas sim interna!
Nada há em mim, a nível externo, que possa ser glorificado, que não a forma de olhar o Mundo...
E essa, ninguém me reconhecerá.
Se eu não vencer o Mundo, se não conseguir desferir-lhe tal golpe mortífero, capaz de o abalar tão profundamente...
Chegarei à conclusão que não mereço pertencer-lhe!
Não que seja melhor ou pior que Ele. Simplesmente terei de reconhecer que, na minha época, o Mundo não necessitava de alguém como eu para ser o que almeja
E eu não precisava do Mundo para ser o que quero!
O que quero só a mim me diz respeito!
Ao Mundo, peço, tão-só, que me não atrapalhe...
Como isso é impossível, como o Mundo nunca reconhecerá que o Homem não é o seu material de guerra,
Que não pode existir na mente humana, tamanha mina vivencial, tremenda mutilação de se SER, como o materialismo (a arma negra que alvejou a cultura e a ética)...
Então, como dizia eu, vou ter de derrotar o Mundo, se quero ser alguém minimamente respeitado e querido interiormente...
Se algum dia quiser que o meu espírito, a minha consciência, ou seja, eu próprio, seja(m) respeitados interiormente,
Nesse caso, terei de ser EU sozinho e bem acompanhado, com o meu exército espiritual,
A reduzir o Mundo ignóbil que me prejudica deveras, a pequenos pedaços!
No fundo, do que se trata, é de uma imposição, de um capricho, próprio da individualidade,
A querer medir forças com o cosmos, congregador de ilusões que o Mundo me parece.
Curiosamente, posso dizer que se trata de um capricho próprio da individualidade, cujo escopo é servir o cosmos!
Não que pense que cada um servindo o seu interesse, acarretará o bem de todos. Não se está a falar de liberalismo, nem de economia.
O que quero dizer é que os meus interesses, próprios da individualidade, combatem o individualismo, característico deste cosmos.
Na realidade, comprometo-me a estabelecer a ponte entre o que de errado sobra do capitalismo (o individualismo, o egoísmo, etc.)
E o que resta do comunismo, puro e duro, (colectivização do SER): É preciso combater o individualismo, preservando a individualidade! E não se pode preservar uma qualquer individualidade.
Esta terá de ser, salvo o pleonasmo igual a si própria:Única e não como os sapatos que se vendem na feira.
Transversal e não sectária como a distribuição de cd`s da Fnac.
Consciente e não embriagada (literalmente ou não) como o espírito da minha geração!
Eu tenho um plano para o Mundo!
Publiquei interiormente o meu programa de realização interior e isso é quanto baste!
Não me contentei em definir apenas um programa para o meu país, Portugal, porque entendo que nada nos distingue dos outros para termos uma qualidade de vida superior à deles.
Tal como um brinquedo, o Homem-Moderno vê tudo que o compõe massificar-se: a sua alimentação; o seu vestuário; o seu lazer; a sua personalidade; o seu sentir; o seu modo de existir...
Acontece que, ao contrário dos verdadeiros brinquedos, o brinquedo Homem-Moderno não se destina a entreter crianças, a acompanhar o seu desenvolvimento.
Alguém terá de dizer um dia à Humanidade que o seu actual Estado, não surgiu do nada, não é fruto de uma inevitabilidade biológica do Homem.
Alguém, algum dia, terá de explicar que o perecimento intelectual do Homem se deve a um acontecimento assaz desprezível.
Quem, com uma tigela de sopa a mais, exigiu a outrem, um copo de água, sem dela necessitar, como condição, dirigida a esse outrem, de sobrevivência, mudou como ninguém o trajecto, a forma de ser, a identidade da Humanidade.
Quem com apetência inata para construir abrigos, os não faz de forma séria, tirando para si, para o seu próprio abrigo, o que de melhor havia no primeiro( e por consequência conduziu ao seu desabamento) contribuiu como nunca nenhum cientista ou ideólogo fez ou fará.
É preciso que se saiba que um dia o Homem, em tempos remotos decerto, teve como parte inerente ao seu espírito, a bondade e a honestidade!
É a esse alguém que devemos a escravidão, a servidão, a exploração, Toys´R´Us em que nos inserimos!
Esse alguém teve descendência e a sua herança é a nossa vida!
O Homem auto-compreendesse como um brinquedo, porque não foi capaz de eliminar essa dinastia
E esse alguém seguiu milénios a fio edificando todo o aparelho institucionalizado da vida: a política; a religião; o desporto; o teatro, o cinema; a informação;
Com os seus factores positivos e negativos, têm servido para nos entreter, para nos distanciar do absoluto, infinito, que um dia fomos!
Acredito no Homem puro, inicial...
Acredito no Homem Total!
A alguém que o combate declaro, agora, do topo da minha humanidade Guerra!
A cada dia que passa, sinto com maior lucidez, com maiores índices de maturidade, com maior clareza existencial que, estar certo num Mundo errado, custa!
Custa muito! Custa tanto como subir uma escadaria, cujo destino é rumar ao nada!
E que ninguém pense que do que se trata é de um devaneio próprio da juventude que me engrandece,
De alguma sede de protagonismo, perspectivando quem sabe, eventualmente, assumir o controlo do Mundo,
Impondo os meus valores, conceitos existenciais, modo de ser, de pensar, de existir,
Despejando (quem sabe) os “futuros valores passados”, que subjugarei, num rio de sangue este agora, também ele, artificial!
Vencer o Mundo, não é para mim, sinónimo de glória externa, mas sim interna!
Nada há em mim, a nível externo, que possa ser glorificado, que não a forma de olhar o Mundo...
E essa, ninguém me reconhecerá.
Se eu não vencer o Mundo, se não conseguir desferir-lhe tal golpe mortífero, capaz de o abalar tão profundamente...
Chegarei à conclusão que não mereço pertencer-lhe!
Não que seja melhor ou pior que Ele. Simplesmente terei de reconhecer que, na minha época, o Mundo não necessitava de alguém como eu para ser o que almeja
E eu não precisava do Mundo para ser o que quero!
O que quero só a mim me diz respeito!
Ao Mundo, peço, tão-só, que me não atrapalhe...
Como isso é impossível, como o Mundo nunca reconhecerá que o Homem não é o seu material de guerra,
Que não pode existir na mente humana, tamanha mina vivencial, tremenda mutilação de se SER, como o materialismo (a arma negra que alvejou a cultura e a ética)...
Então, como dizia eu, vou ter de derrotar o Mundo, se quero ser alguém minimamente respeitado e querido interiormente...
Se algum dia quiser que o meu espírito, a minha consciência, ou seja, eu próprio, seja(m) respeitados interiormente,
Nesse caso, terei de ser EU sozinho e bem acompanhado, com o meu exército espiritual,
A reduzir o Mundo ignóbil que me prejudica deveras, a pequenos pedaços!
No fundo, do que se trata, é de uma imposição, de um capricho, próprio da individualidade,
A querer medir forças com o cosmos, congregador de ilusões que o Mundo me parece.
Curiosamente, posso dizer que se trata de um capricho próprio da individualidade, cujo escopo é servir o cosmos!
Não que pense que cada um servindo o seu interesse, acarretará o bem de todos. Não se está a falar de liberalismo, nem de economia.
O que quero dizer é que os meus interesses, próprios da individualidade, combatem o individualismo, característico deste cosmos.
Na realidade, comprometo-me a estabelecer a ponte entre o que de errado sobra do capitalismo (o individualismo, o egoísmo, etc.)
E o que resta do comunismo, puro e duro, (colectivização do SER): É preciso combater o individualismo, preservando a individualidade! E não se pode preservar uma qualquer individualidade.
Esta terá de ser, salvo o pleonasmo igual a si própria:Única e não como os sapatos que se vendem na feira.
Transversal e não sectária como a distribuição de cd`s da Fnac.
Consciente e não embriagada (literalmente ou não) como o espírito da minha geração!
Eu tenho um plano para o Mundo!
Publiquei interiormente o meu programa de realização interior e isso é quanto baste!
Não me contentei em definir apenas um programa para o meu país, Portugal, porque entendo que nada nos distingue dos outros para termos uma qualidade de vida superior à deles.
Tal como um brinquedo, o Homem-Moderno vê tudo que o compõe massificar-se: a sua alimentação; o seu vestuário; o seu lazer; a sua personalidade; o seu sentir; o seu modo de existir...
Acontece que, ao contrário dos verdadeiros brinquedos, o brinquedo Homem-Moderno não se destina a entreter crianças, a acompanhar o seu desenvolvimento.
Alguém terá de dizer um dia à Humanidade que o seu actual Estado, não surgiu do nada, não é fruto de uma inevitabilidade biológica do Homem.
Alguém, algum dia, terá de explicar que o perecimento intelectual do Homem se deve a um acontecimento assaz desprezível.
Quem, com uma tigela de sopa a mais, exigiu a outrem, um copo de água, sem dela necessitar, como condição, dirigida a esse outrem, de sobrevivência, mudou como ninguém o trajecto, a forma de ser, a identidade da Humanidade.
Quem com apetência inata para construir abrigos, os não faz de forma séria, tirando para si, para o seu próprio abrigo, o que de melhor havia no primeiro( e por consequência conduziu ao seu desabamento) contribuiu como nunca nenhum cientista ou ideólogo fez ou fará.
É preciso que se saiba que um dia o Homem, em tempos remotos decerto, teve como parte inerente ao seu espírito, a bondade e a honestidade!
É a esse alguém que devemos a escravidão, a servidão, a exploração, Toys´R´Us em que nos inserimos!
Esse alguém teve descendência e a sua herança é a nossa vida!
O Homem auto-compreendesse como um brinquedo, porque não foi capaz de eliminar essa dinastia
E esse alguém seguiu milénios a fio edificando todo o aparelho institucionalizado da vida: a política; a religião; o desporto; o teatro, o cinema; a informação;
Com os seus factores positivos e negativos, têm servido para nos entreter, para nos distanciar do absoluto, infinito, que um dia fomos!
Acredito no Homem puro, inicial...
Acredito no Homem Total!
A alguém que o combate declaro, agora, do topo da minha humanidade Guerra!
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